Como anteriormente visto, aprendemos que o Brasil caminha a passos largos para implementar seu mercado de carbono (SBCE), e que nossos inventários nacionais de emissões de Gases de Efeito Estufa já são realizados a bastante tempo.
Semelhante ao setor público, onde a apresentação de inventários de GEE em escala nacional é obrigatória, o setor privado deve relatar dados de GEE sobre suas pegadas. Desde a COP26, houve um aumento de compromissos voluntários de neutralidade líquida de emissões até 2050 e metas de redução de emissões por parte do mundo corporativo.
Com a obrigação dos empreendimentos de reportarem e mitigarem as suas emissões anuais, surge a necessidade de uma gestão de carbono corporativa e, dentro dela, a principal ferramenta é o Inventário de Gases de Efeito Estufa. Este inventário quantifica a emissão anual de GEEs liberados por fontes humanas de um determinado empreendimento. Fontes comuns em inventários incluem consumo de combustível, emissão por sistemas de refrigeração, emissão por uso de maquinário, aquisição de energia elétrica, destinação de resíduos e tratamento de efluente.
Assim, surgiram diversos métodos e ferramentas para desenvolvimento dos inventários. Atualmente, o Programa Brasileiro GHG Protocol (criado em 2008), é a ferramenta desenvolvida para o contexto brasileiro para cálculo das emissões de GEE. Esta ferramenta foi desenvolvida para estimular a cultura corporativa de Inventário de Gases de Efeito Estufa, proporcionando instrumentos e padrões de qualidade internacional para contabilização das emissões e publicação dos inventários.
(https://eaesp.fgv.br/centros/centro-estudos-sustentabilidade/projetos/programa-brasileiro-ghg-protocol).